<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104</id><updated>2011-07-30T19:56:54.520-07:00</updated><title type='text'>Reações humanas ante o absurdo existencial.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-3685496697546365160</id><published>2009-03-29T11:58:00.001-07:00</published><updated>2009-06-07T06:38:02.545-07:00</updated><title type='text'>Roalismo - treino de estilo - madrugada/6:00 a.m.</title><content type='html'>O autoassasínio se sucedera havia uma semana quando o ocorrido ocorreu. Chuvas de dor e agonia enchiam bacias e copos d’água. Seu corpo esfriava a madrugada porque seu corpo era o inverno e fazia nevar alva neve sobre si mesmo. Também o inverno o fazia tremer. Principalmente as mãos que guardavam sob a tutela de seu baú um celular vermelhoinferno que insistia em não tocar.&lt;br /&gt; Da janela do celular podia-se avistar ao longe Degas e sua bailarina com um jornal em mãos. Além disso toda uma cidade podia ser observada: hipócritos relógios e suas horas sem segundos; calendários de dias meses e anos esquecidos e invisíveis; simbologias sem qualquer sentido senão o que queríamos lhes dar. Mil mundos e mil mentes naquela cidade naquela janela: tudo hipocrisia!&lt;br /&gt; E de alguma forma os dedos articulados na hipocrisia do baú das mãos podiam intervir naquela paisagem urbana. Números iam surgindo e agrupando-se e formando novos números até que o último número formado converteu-se em nome próprio sobrenombre com apenas uma apertadinha no botão limoverdeclaro.&lt;br /&gt; Um rito ditado em Sol foi ditado a um ouvido apenas porque o outro não merecia tanto carinho. E novamente bacias e copos d’água foram cheios pela chuva de dor e agonia que rebentava do céu de seus olhos negros.&lt;br /&gt; Após a sinfonia em G esperava-se um oi ou um alô. Nada veio. Sequer silêncio.&lt;br /&gt; Logo as bacias e copos d’água encheram-se todos e transbordaram. O céu de seus olhos vermelho como o céu de sua boca fora obrigado a cessar a chuva que antes caía torrencial.&lt;br /&gt; O inverno tornou-se primavera e a primavera transformou em flores a alva neve. Dos olhos livrara finalmente a menor umidade da menor garoa. O sol apareceu detrás de uma nuvem cinza e tudo ficou tão bom e tão bem quanto em uma manhã qualquer de fevereiro.&lt;br /&gt;    Amanhece: 6:00 a.m.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-3685496697546365160?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/3685496697546365160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=3685496697546365160' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3685496697546365160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3685496697546365160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2009/03/roalismo-treino-de-estilo-madrugada.html' title='Roalismo - treino de estilo - madrugada/6:00 a.m.'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-8278035472508743097</id><published>2009-02-27T10:52:00.001-08:00</published><updated>2009-02-27T10:52:50.480-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As últimas cartas foram postas à mesa, o jogo havia terminado. Não se sabe ao certo quem vencera, a única coisa que se sabe é que, ao final, a parede às suas costas estava manchada pelo seu sangue, em seguida seu corpo e o chão. Dali em diante seria só uma questão de tempo até que o vermelho de seu sangue se tornasse mais vivo que ele mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-8278035472508743097?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/8278035472508743097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=8278035472508743097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8278035472508743097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8278035472508743097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2009/02/as-ultimas-cartas-foram-postas-mesa-o.html' title=''/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-5413269679629184495</id><published>2009-02-11T08:51:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T08:52:19.939-08:00</updated><title type='text'>Bebel</title><content type='html'>As lágrimas e os soluços me denunciam&lt;br /&gt;Sou culpado e tu serás a minha prisão&lt;br /&gt;Deixaste o mundo, mas a mim não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão meus analgésicos?&lt;br /&gt;Será que eles teriam aliviado a tua dor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há palavras, ditas ou escritas&lt;br /&gt;Há apenas o sentimento, a lembrança&lt;br /&gt;Os momentos conjuntos, o amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu, poeta, direi agora?&lt;br /&gt;Nem mesmo sei o que escrevo&lt;br /&gt;Se faço poesia, é sem querer&lt;br /&gt;Mas é esse o meu analgésico&lt;br /&gt;E é isso o que aliviará minha dor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do fundo da minha alma&lt;br /&gt;Do fundo do meu coração&lt;br /&gt;Do meu sangue, e do teu derramado&lt;br /&gt;Da tua vida, que agora existe em mim,&lt;br /&gt;De tudo isso,&lt;br /&gt;Sobrarão o ‘eu te amo’ que eu nunca disse&lt;br /&gt;E a saudade da tua alegria, da tua companhia&lt;br /&gt;Da tua voz rouca e da tua gargalhada&lt;br /&gt;Sobrará também a tua imagem gravada na minha mente&lt;br /&gt;Sorrindo e me chamando: escroto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amei – no passado&lt;br /&gt;Te amo – no presente&lt;br /&gt;E te amarei – eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa viagem e mais força nas próximas caminhadas, estarei sempre aqui para ajudá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-5413269679629184495?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/5413269679629184495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=5413269679629184495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/5413269679629184495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/5413269679629184495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2009/02/bebel_11.html' title='Bebel'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-2300163123263337901</id><published>2009-02-11T07:48:00.001-08:00</published><updated>2009-02-11T07:48:51.651-08:00</updated><title type='text'>Bebel</title><content type='html'>Está chovendo dentro de mim?&lt;br /&gt;Porque meus olhos põem água fora&lt;br /&gt;E se os olhos são o espelho da alma&lt;br /&gt;Minha alma chora agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘I hurt myself today&lt;br /&gt;to see if I still feel&lt;br /&gt;I focus on the pain&lt;br /&gt;The only thing that’s real.’&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-2300163123263337901?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/2300163123263337901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=2300163123263337901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/2300163123263337901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/2300163123263337901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2009/02/bebel.html' title='Bebel'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-3251307398245747981</id><published>2009-01-21T10:28:00.001-08:00</published><updated>2009-01-21T10:28:44.260-08:00</updated><title type='text'>Ratos</title><content type='html'>Era noite. A lua cheia resplandecia imponente. Os galhos das palmeiras, ao baterem uns nos outros, produziam um som que mais parecia um murmúrio de bebê. O clima era frio e aterrador, enquanto eu cobria-me apenas parcialmente com uma manta velha e que mal servia para aquecer meu corpo.&lt;br /&gt;O vento uivava e alçava os meus cabelos ao ar, alvoroçando-os. Pra falar a verdade, com isso eu pouco me importava. Preocupava-me o saber de que teria de passar muito mais tempo naquele local do que eu mesmo imaginara antes.&lt;br /&gt;Era um quintal vasto, rodeado por palmeiras e habitado por ninguém. Ao fundo, podia-se ver a quem eu esperava: a luz da lanterna vivia fraca vista daquela distância, mas era o suficiente para se saber que havia alguém ali, era o meu velho pai. &lt;br /&gt;Eu o esperava colocar veneno para que morressem os ratos – quando naquele quintal havia ratos, estes migravam até minha casa. Verdadeiras pestes! -, e podia perceber a dificuldade com que realizava as tarefas mais simples.&lt;br /&gt;Com certeza eu podia entender pelo o que passava meu pai. A velhice já o agredia ferozmente, e a ausência dos que já haviam ido o desolava como a fome às crianças.&lt;br /&gt;Passaram-se algumas horas até que todos os pontos determinados estivessem armazenando devidamente uma deliciosa morte às pestes.&lt;br /&gt;Feito o serviço, acompanhei com o olhar a chama da lanterna a oscilar. Meu pai vinha num andar tranqüilo, erguia vez ou outra a cabeça para olhar a lua.&lt;br /&gt;O caminho era tão longo que meu pai demorou cerca de dez minutos para fazê-lo de volta – desconsiderando sua lentidão característica. Chegou então perto de mim e disse:&lt;br /&gt;-Vamos...- e sem falar mais nada, seguiu reto, rumo para fora do quintal.&lt;br /&gt;O andar de papai era vacilante, somente um cego não veria a fadiga e a doença alojadas naquele velho corpo. Tinha as marcas da idade na pele, mas conservava uma lucidez que era de se surpreender.&lt;br /&gt;Finalmente chegamos à rua. Estava também escura, as luzes dos postes brilhavam fracas, como se sentissem-se tímidas perante o flutuante globo prateado nos céus.&lt;br /&gt;O vento continuava a correr gelado; na penumbra, pouco se via, e o que se via, estava distorcido ou apenas se via parcialmente. As sombras das árvores eram assustadoras. Libertavam minha imaginação presa desde a infância, me levando a lugares sem limites, onde o aterrador é o normal e o medo é a mais forte das sensações.&lt;br /&gt;Indiferente a tudo isso estava meu pai. Sem parar ele caminhava pelo caminho de casa, não reclamava sobre coisa alguma, mas seu sofrimento não precisava de palavras para ser traduzido. Ante tudo isso, aproximei-me de seu corpo e coloquei a mão no seu ombro. Em seguida, perguntei:&lt;br /&gt;-Que há de errado, pai? - dei-lhe alguns tapinhas nas costas – Não se preocupe, as coisas hão de melhorar...&lt;br /&gt;O velho continuava sem nada falar, mas durante a caminhada, percebi, em um momento em que a luz do luar bateu diretamente em seu rosto, uma lágrima a escorrer. Comovido, pensei ainda em falar mais alguma coisa, contudo, resolvi respeitar o silêncio de meu pai, e mantive-me também calado. E assim andamos até a frente de casa.&lt;br /&gt;-Mulher! – Gritou ele, na seqüência, alguns murrinhos na porta, para que se apressasse a minha mãe.&lt;br /&gt;Não demorou para que a porta se abrisse, porem, não era aquela velha e conhecida senhora farta quem segurava a maçaneta. Uma jovem, de olhos e cabelos negros como as noites mais escuras, fitava-me sem cessar, e disse numa pausa de respiração:&lt;br /&gt;- Ela está lá dentro, não façam barulho.&lt;br /&gt;À essa fala seguiu-se um repentino clima de preocupação e ansiedade, pois nenhum detalhe a mais foi dado, aquelas foram as únicas palavras pronunciadas, e, no entanto, valiam apenas o esforço gasto para dizê-las, porque, as palavras em si, nada disseram.&lt;br /&gt;Adentramos a casa numa velocidade descomunal. Meu pai, que mesmo com a iluminação da casa continuava a segurar a alça da lanterna e a segurava cada vez mais forte, corria na frente, eu ia um pouco atrás.&lt;br /&gt;A distância entre eu, meu pai e aquela garota, seria reduzida ao mínimo possível, na chegada à porta do quarto. Todos pararam, olharam uns para os outros, e continuaram parados, diante da porta fechada.&lt;br /&gt;A garota tomou coragem antes de nós, que parecíamos estar petrificados pelo medo de algo ter acontecido com a única e mais amada mulher da casa. Os socos à porta foram dispensados, a jovem abriu-a com extrema cautela, afim de não fazer o menor barulho. Contudo, o menor barulho não feito foi o suficiente para fazer mamãe despertar. Pulou da cama de uma só vez, e pôs-se de pé à nossa frente, vestindo apenas uma camisola e tendo à mão um crucifixo, exclamou:&lt;br /&gt;-Estou doente, vocês precisam ir! – pausou sua fala para respirar, mesmo estando antes deitada, ofegava – Aquele médico me diagnosticou! – E apontou para um senhor, que parecia querer se esconder e certamente o fazia, pois desde que entramos no quarto ainda não havíamos notado sua presença. Encontrava-se no canto mais escuro do quarto – apesar de o ser todo ele -, e se encolhia em uma pequena e velha cadeira de madeira, que parecia a todo instante que iria desmoronar-se sobre si, pelo peso daquele senhor extremamente gordo.&lt;br /&gt;Estávamos no quarto eu, meu pai, minha mãe, e duas pessoas desconhecidas a mim, mas que mamãe e papai certamente conheciam, pois agiam com naturalidade – apesar do clima de tensão – na frente deles. Eu olhava vez ou outra para o rosto da jovem que abrira a porta da nossa casa para mim e papai, tinha uma feição preocupada, triste e solitária. Comecei a me sentir atraído pela melancolia ostentada por ela, e os olhares que eram lançados vez ou outra agora eram os únicos olhares que eu tinha, e se dirigiam aos seus olhos negros e pesados e a seu rosto pálido, que quase sumia na imensidão escura que se tornava ainda maior por seu cabelo ser tão escuro quanto o quarto.&lt;br /&gt;Passei a ver naquela face, a lua, que era envolvida por toda a noite, salpicada por estrelas e adorada pelos poetas. Passei a ver naquela jovem uma coisa que inicialmente não vira, então a tomei pelos braços e levei-a até a cozinha. Meus pais, como se já soubessem o que aconteceria, não fizeram nada e nem se pronunciaram.&lt;br /&gt;Naquele momento eu estava indiferente à vontade da garota, e, sem qualquer conversa, ao chegar na cozinha, beijei seus lábios que, de tão rubros, eu acreditava estarem pintados.&lt;br /&gt;Ela sobressaltou-se e largou-me por um instante, olhou fundo em meus olhos e disse:&lt;br /&gt;-Por que fez isso? Se o que quer é que eu sofra, já o faço o suficiente. – E como se não quisesse encerrada a conversa, abaixou a cabeça, colocou parte do cabelo atrás das orelhas e segurou a minha mão. Ficou calada.&lt;br /&gt;A forma que encontrei para corresponder talvez a tenha agradado ainda mais do que eu esperava, também me mantive calado, apenas cruzei meus braços sobre ela e apertei-a contra o meu corpo, de forma que podia sentir em meu peito as batidas fortes de seu coração. Ficamos ali, parados, enrolados um no outro. Sua cabeça descansava sobre meu ombro e a minha roçava levemente seu rosto, como mais tarde viriam a fazer minhas mãos.&lt;br /&gt;A noite foi-se embora e levou com ela a garota.&lt;br /&gt;Fiquei durante toda a madrugada deitado no sofá, de pernas pro alto e pensamentos nos céus. Àquela altura o médico também já deveria ter ido embora.&lt;br /&gt;“Mas que senhor gordo...”, Falei pra mim mesmo e sorri por alguns instantes. Dormi, e passei com a madrugada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-3251307398245747981?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/3251307398245747981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=3251307398245747981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3251307398245747981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3251307398245747981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2009/01/ratos.html' title='Ratos'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-7710308118834320853</id><published>2008-12-30T09:33:00.000-08:00</published><updated>2008-12-30T09:34:19.880-08:00</updated><title type='text'>Dentro de eu</title><content type='html'>Eu me sustento em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um apoio&lt;br /&gt;Enquanto eu me apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma bengala para me fazer andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou os dois,&lt;br /&gt;Esqueço a dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assexuado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autótrofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espalho meus pedaços pelo mundo&lt;br /&gt;Contudo tenho um núcleo&lt;br /&gt;E tenho vários núcleos dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada célula, um ser diferente.&lt;br /&gt;Mil milhões de eus diferentes dentro de eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-7710308118834320853?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/7710308118834320853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=7710308118834320853' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/7710308118834320853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/7710308118834320853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/12/dentro-de-eu.html' title='Dentro de eu'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-8880778679772408131</id><published>2008-11-29T18:09:00.000-08:00</published><updated>2009-04-27T13:33:09.358-07:00</updated><title type='text'>Morte d'ele sem ele</title><content type='html'>Talvez o temor viesse da força e da pureza do desejo, e da punição, não pelo ato em si, mas pela fraqueza que o ameaçava mais que a qualquer outro.&lt;br /&gt;Ensaiou duas, três, quatro e cinco vezes o que faria, para certificar-se de que não haveria erros durante a apresentação final. Escreveu uma carta. Bordou a letra como se fosse a última vez que escrevesse. A deixou em cima da única mesa do cômodo, aliás, do único móvel, e se preparou para por em prática tudo o que tanto treinara.&lt;br /&gt;Cerrou os punhos, segurando com força o punhal. As mãos tremiam com a arma e com a alma, se estivesse em pé, com as pernas também. Uma última lágrima caiu dos seus olhos, e um vento invadiu o quarto pela janela que, até então, mantinha-se aberta.&lt;br /&gt;Levantou e fechou suavemente cada folha, privando assim o espetáculo ao público.&lt;br /&gt;Em seguida, voltou e sentou-se sobre a mesa, ao lado da carta. Fez então um corte profundo no pulso esquerdo, deixando o sangue escorrer sobre o papel amarelecido pelo tempo.&lt;br /&gt;Assim ficou a carta, manchada por uma lágrima e algumas gotas de sangue.&lt;br /&gt;“Eis aqui minha assinatura... Que morra como morre o presente.”, murmurou, enquanto perfurava o outro pulso.&lt;br /&gt;Fechou os olhos por um instante e, quando os abriu, cambaleou e caiu sobre o carpete tingido em vermelho. Não fechou mais os olhos, contudo, à medida que seu sangue escapava de suas veias, o sono chegava, e, mesmo de olhos abertos, dormiria, por uma última vez, para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-8880778679772408131?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/8880778679772408131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=8880778679772408131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8880778679772408131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8880778679772408131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/11/morte-dele-sem-ele.html' title='Morte d&apos;ele sem ele'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-8031002686029635492</id><published>2008-10-27T09:22:00.001-07:00</published><updated>2008-11-25T08:07:54.089-08:00</updated><title type='text'>Um dia em um retrato na estante</title><content type='html'>Eu caminhava por entre a chuva, sem guarda-chuvas. Deixava-me atingir os pingos no peito, no rosto. As pessoas olhavam-me com olhos atônitos, e eu, indiferente, seguia em frente.&lt;br /&gt;No curso em que ia e em que levava as idéias não pararia nunca, privei-me então do pensamento em benefício de minha saúde. Após alguns poucos minutos mais de caminhada, restringi-me às gotas de água quente do chuveiro da minha casa.&lt;br /&gt; Enxuguei a cabeça e a cabeleira, deixando a toalha sobre uma cadeira. Vesti-me para ir à rua, não chovia mais. De todo, foi isso o que fiz enquanto em casa: enxuguei-me, banhei-me, enxuguei-me mais uma vez e vesti-me. “Para que me serviria a casa senão para isso?”, ri para mim mesmo, enquanto passava a chave duas vezes na fechadura, trancando assim a porta.&lt;br /&gt; Depois, já na rua, olhava com os mesmo olhos cegos às pessoas que me rodeavam. No céu pendia uma nuvem, uma única nuvem, e todo o resto era só uma mistura de cores frias que arrebatava qualquer coração de poeta. Acompanhando esse céu, corria uma brisa leve, sem cor, mas também fria, e balançava meus cabelos de tal forma que eu precisava estar sempre com as mãos à cabeça para segurá-los.&lt;br /&gt; Caminhei de casa até a praia, já que não era um caminho demasiado longo. Chegando lá sentei em um dos poucos bancos ainda inteiros. Não me importei com a madeira molhada, nem com a noite que já ia chegando: eu só queria estar ali. Cheguei a tempo de ver o espetáculo solar, e fiquei estupefato com a singularidade da beleza das produções naturais.&lt;br /&gt; Ao mesmo tempo, como num “turismo no vácuo”, enroupei minha mente dos pensamentos que antes havia me privado. E toda a paisagem perdia sua fundamental forma, e seu equilíbrio se desfazia atrás dos meus olhos.&lt;br /&gt; Depois de muito lá, desprendi-me da visão canônica dos dias: eu só via que o céu já estava escuro. Começou a chover, mais uma vez. Parado eu estava, parado eu fiquei. E como num déjà vu, apresentei-me novamente como um ser a ser observado, na sua mais ímpar disformidade e abstração.&lt;br /&gt; Os olhos se afogaram em lágrimas seguindo-me até em casa. Passei a chave na fechadura, duas vezes. E abri a porta com um desespero incomum. Eu não estava com medo, eu precisava me esconder. De que? De quem? Eu precisava fugir dos olhos!&lt;br /&gt; Entrei e fechei a porta com brutalidade. Dei uma risada e um suspiro. Uma vez em casa, em meu mundo, nada poderia me ameaçar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-8031002686029635492?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/8031002686029635492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=8031002686029635492' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8031002686029635492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8031002686029635492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/10/um-dia-em-um-retrato-na-estante.html' title='Um dia em um retrato na estante'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-3789140971429513970</id><published>2008-10-26T09:23:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T09:25:33.622-07:00</updated><title type='text'>Dias</title><content type='html'>E o grito do desesperado&lt;br /&gt;É da boca pra dentro, pr’alma.&lt;br /&gt;O que sai pra fora é o silêncio&lt;br /&gt;De quem grita em pé de ouvido surdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máscara esconde o rosto&lt;br /&gt;Ou será que esconde o espírito?&lt;br /&gt;Disfarce de camaleão em selva de concreto&lt;br /&gt;É se fingir de morto em alguma lata de lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos vendados são vendidos&lt;br /&gt;Pelos comerciantes na TV.&lt;br /&gt;Toda a população compra&lt;br /&gt;Só pra se privar de ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chicotes são dados e chicotadas distribuídas&lt;br /&gt;A população sente o couro, a carne ardida.&lt;br /&gt;As feridas podem cicatrizar um dia&lt;br /&gt;Mas as dores das marcas ainda serão sentidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-3789140971429513970?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/3789140971429513970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=3789140971429513970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3789140971429513970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3789140971429513970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/10/dias.html' title='Dias'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-3749195811576691975</id><published>2008-10-23T20:57:00.001-07:00</published><updated>2008-10-23T20:57:56.504-07:00</updated><title type='text'>Sistema judiciário</title><content type='html'>Ser condenado por se ser quem é&lt;br /&gt;Sentindo o peso da própria existência&lt;br /&gt;A esmagar o corpo magro&lt;br /&gt;Em almofadas de concreto e aço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar preso à sua própria liberdade&lt;br /&gt;Num eterno ir e vir.&lt;br /&gt;Brincando como se brincam as crianças&lt;br /&gt;Vai e vem, vai-vem.&lt;br /&gt;Balançando no balanço da vida&lt;br /&gt;Indo e vindo&lt;br /&gt;E não saindo do lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-3749195811576691975?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/3749195811576691975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=3749195811576691975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3749195811576691975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3749195811576691975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/10/sistema-judicirio.html' title='Sistema judiciário'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-4412324721218766175</id><published>2008-10-08T15:16:00.001-07:00</published><updated>2009-01-09T21:39:41.193-08:00</updated><title type='text'>Artistas da vida</title><content type='html'>A maquiagem não servia, de todo, para esconder as marcas com que a idade os havia presenteado; antes servia para que apagasse seus medos, suas preocupações e angústias. No palco, faziam o contrário de todo ator: deixavam finalmente de representar, para ser, por fim, quem realmente eram.&lt;br /&gt;      Debaixo das luzes dos holofotes fica-se cego, ou enxerga-se mais do que se deveria enxergar. Os julgamentos são extintos, a platéia finge não existir. ‘Ó, glamour do palco, não nos deixe!’, Rogam os artistas apaixonados, veneradores de um deus de madeira e pregos, cortina e corda, luz e sombra; um deus que permite àqueles que lho crêem a dor, o sofrimento e as mágoas; contudo, entrega-lhes de mãos estendidas, a cura para a doença, o perdão pelo crime e pelo pecado; deus que dá amor em vez de castigo, que é amigo em vez de inimigo, deus que não é pai, é irmão, esposa e marido.&lt;br /&gt;      Porém, o show tem hora para acabar, e os artistas fatigam-se; faltam-lhes as vozes e tremem-lhe as pernas. Uma pena, o martírio recomeçará; a rotina voltará a atacar e só lhes restarão os ensaios para que possam se libertar e parar de atuar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-4412324721218766175?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/4412324721218766175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=4412324721218766175' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/4412324721218766175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/4412324721218766175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/10/artistas-da-vida.html' title='Artistas da vida'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-2485692015282474978</id><published>2008-09-14T10:20:00.001-07:00</published><updated>2008-09-14T10:20:54.039-07:00</updated><title type='text'>O sobrado do fim da rua 2</title><content type='html'>No fim da rua, sobrou um sobrado.&lt;br /&gt;Sobrou um sobrado no fim da rua.&lt;br /&gt;Além do sobrado, sobraram lembranças&lt;br /&gt;Amores e ódios&lt;br /&gt;Alegrias e tristezas.&lt;br /&gt;Tudo isso que sobrou&lt;br /&gt;Sobrou com o sobrado&lt;br /&gt;O sobrado do fim da rua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-2485692015282474978?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/2485692015282474978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=2485692015282474978' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/2485692015282474978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/2485692015282474978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/09/o-sobrado-do-fim-da-rua-2.html' title='O sobrado do fim da rua 2'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-6776845317553763616</id><published>2008-09-05T08:27:00.001-07:00</published><updated>2008-09-05T08:29:02.560-07:00</updated><title type='text'>De volta ao pessimismo</title><content type='html'>Os prédios caem uns por cima dos outros&lt;br /&gt;Amontoando-se em ódio e desgraças&lt;br /&gt;Os jardins, com as flores e as roseiras, estão soterrados&lt;br /&gt;Escondidos debaixo de uma espessa fumaça&lt;br /&gt;Que se ergue aos céus em meio ao sonho e à esperança&lt;br /&gt;Separando-os em um e em outro.&lt;br /&gt;À tarde, não se vê mais a luz alaranjada do sol&lt;br /&gt;Ou é noite, ou as nuvens cinzentas encobrem o infinito azul celeste.&lt;br /&gt;Às crianças restou o concreto&lt;br /&gt;Aos adultos, a culpa.&lt;br /&gt;Ninguém ousa levantar a cabeça&lt;br /&gt;Todos choram pelo ocorrido, com os corações apertados.&lt;br /&gt;O próprio sonho se tornou uma utopia&lt;br /&gt;E viver, um castigo divino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-6776845317553763616?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/6776845317553763616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=6776845317553763616' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/6776845317553763616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/6776845317553763616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/09/de-volta-ao-pessimismo.html' title='De volta ao pessimismo'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-5323257233105500089</id><published>2008-08-12T18:16:00.000-07:00</published><updated>2008-08-12T18:18:08.812-07:00</updated><title type='text'>Cérebro de minhoca</title><content type='html'>Não sei se são meus olhos&lt;br /&gt;Ou se o relógio está adiantado,&lt;br /&gt;Mas já é noite, e o céu continua claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja a lua,&lt;br /&gt;Que hoje brilha como o sol nos dias quentes.&lt;br /&gt;Eu não sei o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem tanta coisa que eu não entendo&lt;br /&gt;Que eu já deixei de tentar entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser melhor não saber de tudo.&lt;br /&gt;Não conhecer tudo.&lt;br /&gt;Porque assim há sempre algo a ser conhecido&lt;br /&gt;Algo para surpreender os olhos velhos&lt;br /&gt;E acordar os cansados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Que injustiça!... Onde ficam os cegos nessa história?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-5323257233105500089?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/5323257233105500089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=5323257233105500089' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/5323257233105500089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/5323257233105500089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/08/crebro-de-minhoca.html' title='Cérebro de minhoca'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-647390449300436918</id><published>2008-08-05T20:04:00.000-07:00</published><updated>2008-08-05T20:05:03.130-07:00</updated><title type='text'>Uma tarde sentado na beira de uma rodovia federal</title><content type='html'>A água corre suave no rio&lt;br /&gt;Nem parece existir correnteza.&lt;br /&gt;Essa idéia muda no meu ato de mergulhar&lt;br /&gt;E tentar inutilmente nadar contra a inércia das águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vive na cidade se desacostumou com a vida no campo&lt;br /&gt;Com a vista serena dos regatos e das árvores&lt;br /&gt;E o canto perene dos pássaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vive na cidade esqueceu que a vida floresce&lt;br /&gt;Lembra apenas que a vida corre e que o tempo é precioso&lt;br /&gt;Não porque é tempo, mas porque é dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no campo, as árvores balançam à menor brisa&lt;br /&gt;Dançando conforme a música&lt;br /&gt;Em sincronia perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pássaros voam&lt;br /&gt;E cantam com os grilos&lt;br /&gt;Num coral de vozes hipnotizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tédio é trabalhar&lt;br /&gt;E o tempo passa lento&lt;br /&gt;Para aqueles que o sabem aproveitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indiferente à cidade é o campo&lt;br /&gt;E tudo o que lá acontece&lt;br /&gt;Recebe de bom grado a indiferença dos seus irmãos da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo, se mantém a essência&lt;br /&gt;Na cidade, ela foi perdida&lt;br /&gt;Longa é a vida no campo&lt;br /&gt;Na cidade, derradeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-647390449300436918?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/647390449300436918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=647390449300436918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/647390449300436918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/647390449300436918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/08/uma-tarde-sentado-na-beira-de-uma.html' title='Uma tarde sentado na beira de uma rodovia federal'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-6048907973773966855</id><published>2008-07-20T21:37:00.000-07:00</published><updated>2008-07-20T21:38:09.520-07:00</updated><title type='text'>Fade to black</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Oh, céus, por quanto mais tenho que esperar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já é hora, o que tem que ser feito é continuar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, ninguém me ouve, estão todos surdos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estão todos surdos, ou será, que sou eu o mudo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Disso eu não sei, só sei do que falei,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o que falei, pensei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Contrariando todas as normas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Surgi como se surgem as cobras&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não esperavam minha chegada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muito menos minha história desgraçada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao terminar fui socorrido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por quem só tem a dar amor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E nesse tempo transcorrido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo o que eu senti foi dor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do melhor mel provei&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pelo pior castigo passei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do maior amigo perdi&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E do maior inimigo ganhei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só em mim sobrou a fúria&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só em mim sobrou doença&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, em vista de cego&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A morte não é a maior sentença.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-6048907973773966855?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/6048907973773966855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=6048907973773966855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/6048907973773966855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/6048907973773966855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/07/fade-to-black.html' title='Fade to black'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-3954237554335742349</id><published>2008-07-13T21:46:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T21:56:39.856-07:00</updated><title type='text'>Nós</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O sol e todo o céu passaram a se esconder por trás das nuvens&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Os dias agora são mais escuros e tristes&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; E já não tememos pisar o chão com os pés descalços.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; A dor e o temor foram extintos&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; O calor e a fraternidade também.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Nós nos tornamos mais frios&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; O calor das máquinas é mais sedutor que o calor das pessoas&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; E já não confiamos uns nos outros&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Não damos as mãos&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Não nos abraçamos mais.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Éramos seres selvagens em nossa própria floresta&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Agora vivemos em cativeiros&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Limitados pelas grades&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Feridos pelos chicotes&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Entediados pelas correntes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Nossa própria consciência nos impede de abrir as asas&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; De quebrar as correntes – sim, temos força pra isso! –,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Romper as celas e voltar ao inimaginável&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Que antes era chamado de ‘lar’.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;[solitude_]&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-3954237554335742349?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/3954237554335742349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=3954237554335742349' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3954237554335742349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3954237554335742349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/07/o-sol-e-todo-o-cu-passaram-se-esconder.html' title='Nós'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-1515255451184141423</id><published>2008-07-03T22:22:00.001-07:00</published><updated>2008-07-03T22:22:30.057-07:00</updated><title type='text'>Prova</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Que cesse então a tempestade!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já conseguiram provar-me de que sou nada!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estou enfraquecendo,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sozinho, no olho do furacão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez o que eu precise é ceder&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Soltar mais minhas pernas e deixar-me levar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Voar para longe do solo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para além das nuvens&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ou me tornar parte delas, brancas ou cinzentas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para poder chorar sem medo ou timidez&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pelas desgraças do mundo habitado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As nuvens choram o sangue dos homens inocentes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E a mentira que sobrepuja a verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se querem viver nesse mundo,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então acostumem-se com o sofrimento.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-1515255451184141423?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/1515255451184141423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=1515255451184141423' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1515255451184141423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1515255451184141423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/07/prova.html' title='Prova'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-4559329161154504145</id><published>2008-06-03T11:58:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T11:59:03.445-07:00</updated><title type='text'>O verme e o menino</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Era belo e ensolarado o dia, mas Davi o enxergava com outros olhos. É relevante dizer que desde a morte de sua esposa ele vivia em um mundo tempestuoso. Seus sentimentos eram um turbilhão de confusão e tristeza, mas, tudo aquilo estava prestes a mudar. A dor que a ausência de sua esposa lhe infundia seria logo compensada por um novo amor, o amor de um amigo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Davi havia de amar, tanto quanto amou sua esposa, um ser a quem ele chamaria por Brutus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Brutus era uma pequena larva, para Davi, um verme. Davi o havia encontrado pelo seu jardim, suas cores exuberantes e sua inteligência rara serviram de atrativo para um primeiro contato. Com uma conversa boba e desinteressada, os dois logo se entenderam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Passaram-se os dias e as noites, e eles continuavam conversando. Não demorou para que Davi o convidasse a ir morar em sua casa. Brutus, de prima, não aceitou. Disse que estava muito cedo para um relacionamento tão íntimo – mesmo que já o fosse em demasia -, e que Davi apenas fizera tal convite por ainda estar abalado com a ausência de sua esposa em sua vida. Davi procurou por todos os modos desmenti-lo, mas Brutus se posicionara de forma até então imutável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O tempo voou como gaivotas no mar; aparentemente despreocupadas, mas só aparentemente. Havia uma razão para tudo aquilo acontecer, a qual Davi só descobriria no mais tardar, quando já não tivesse utilidade qualquer informação que ele viesse a adquirir. Depois de um mês de longas e proveitosas conversas, um laço de amor fraterno fora criado. Laço tão forte este como Davi nunca havia visto antes, até parecera esquecer por completo a ausência de sua esposa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Com um intervalo de tempo tão longo, Davi se sentiu à vontade para refazer a antiga proposta a Brutus, dessa vez a resposta veio para encher ainda mais a sua vida de felicidade. Brutus aceitou o convite sem pensar duas vezes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Os dois agora viviam sob o mesmo teto e dormiam no mesmo quarto. Davi em sua antiga cama de casal, que ainda cheirava o perfume de sua esposa, e Brutus, num pequeno aquário com terra e algumas plantas. Era difícil dormir, os dois conversavam por horas, durante a madrugada. Várias foram as vezes em que os dois se entregaram ao sono somente pela manhã.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Exatamente cinco meses se sucederam após o ingresso de Brutus à vida e à casa de Davi, e, como tudo o que é utilizado em exagero, o laço fraternal que fora antes criado já se desgastava e ameaçava desatar. Era preciso ser realista, a amizade dos dois estava fadada ao fracasso, depois de tempos de esperança em uma vida dos dois juntos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Sentindo Brutus não mais como um amigo, mas sim como um peso que precisava, por consideração, carregar, Davi cansou-se e, em uma das madrugadas em que não conseguia dormir pela conversa excessiva de seu antigo amigo, explodiu em fúria, agredindo-o ferozmente com palavras ásperas e grosseiras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A noite silenciou-se pelos gritos, mas a decepção manteve os dois acordados. Brutus, que fora sempre mais esperto, fingiu dormir, para que seu colega de quarto o fizesse primeiro e sem medo. Por todo o tempo em que passou enfiado em um emaranhado de raízes, dentro de seu aquário, Brutus pensava somente em uma forma de vingar-se. Há muito tempo ele não era alimentado como devia, estava faminto e sedento, e Davi nada fazia ao ver a sua situação deplorável. A amizade criada fora tão forte que se transformara, em um piscar de olhos, em indiferença e ódio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Foi então numa tarde de tempo nublado, que Brutus executou o plano em que havia pensado durante todas as noites depois da briga. Continuou agindo como antes, mas, ao primeiro vacilo, pulou sobre as costas de Davi e cravou com ferocidade seu ferrão envenenado. A dor que Davi sentiu o fez desmoronar-se sobre si, e Brutus não se contentou. Observava agora com desdém o corpo de Davi estirado no chão, contudo, sentia que tinha ainda que fazer algo. Preparou-se então, e começou, pelos pés, a devorá-lo. Estava guardando a melhor parte para o final.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-4559329161154504145?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/4559329161154504145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=4559329161154504145' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/4559329161154504145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/4559329161154504145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/06/o-verme-e-o-menino.html' title='O verme e o menino'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-8239342962695637300</id><published>2008-05-23T12:02:00.001-07:00</published><updated>2008-05-23T12:02:44.153-07:00</updated><title type='text'>Desesperança</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Sóbria é a noite e embriagados estamos nós. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Entendemos tudo errado e confundimos o inimigo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Guerras são travadas por nada e o perdão é negado por tudo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Por todos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Essa é uma terra desleal e esses são dias de verdades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Abrir os olhos não significa enxergar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Apenas um passo foi dado... Um passo já foi dado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas nosso caminho é muito longo para ser percorrido com somente um passo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                               &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;***&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O menor espaço entre dois pontos é uma reta;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O menor espaço entre o inicio e o fim de um caminho é um passo;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O menor espaço entre o erro e o acerto é a tentativa;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O menor espaço entre o bem e o mal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                        &lt;/span&gt;[é o homem].&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-8239342962695637300?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/8239342962695637300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=8239342962695637300' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8239342962695637300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8239342962695637300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/05/desesperana.html' title='Desesperança'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-1798416065529873289</id><published>2008-05-14T19:32:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T19:33:26.720-07:00</updated><title type='text'>Eu posso fazer tudo do meu jeito?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu tento&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas não consigo entender&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por que ainda me chamam de super-homem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu já não dei mostras suficientes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De quanto sou fraqueza e orgulho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na mais pura condição humana?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já não me humilhei o bastante&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sendo homem e nada mais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agindo como alguém normal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Contradizendo as expectativas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E decepcionando meus admiradores?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quantas vezes mais terei eu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que trair a mim mesmo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para satisfazer quem sequer realmente se importa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas finge o fazer&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por ironia cruel e miserável&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E amor incoerente e mentiroso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mentira dos outros torna-se verdade para mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os outros são os olhos que me observam&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Frente ao espelho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desprotegido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Envergonhado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou o ser a ser observado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou quem deve ser sempre julgado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por uma justiça além do homem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois sou somente isso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um homem e nada mais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E as injustiças me atiçam&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E os erros me entristecem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Será então&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que eu posso contar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com o mundo ao meu redor?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-1798416065529873289?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/1798416065529873289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=1798416065529873289' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1798416065529873289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1798416065529873289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/05/eu-posso-fazer-tudo-do-meu-jeito.html' title='Eu posso fazer tudo do meu jeito?'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-7243449945878000133</id><published>2008-05-08T18:43:00.001-07:00</published><updated>2008-05-24T17:26:05.501-07:00</updated><title type='text'>Em defesa de Cláudio Andrade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Muitos proclamavam Cláudio Andrade como “O mutante dos tempos”. Por muitos anos eu não soube ao certo o verdadeiro sentido do nome que o atribuíram, mas de algum modo sabia, instintivamente, exatamente aquilo que devia saber.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Pouco tempo atrás vim descobrir que Cláudio Andrade não tinha nada de mutante, era apenas um ser inteligente. O que chamaram de mutação era, na verdade, a forma como enganava a morte aquele velho senhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Não se pode negar que ele estava sempre mudando, é evidente a transformação de seu ser em outros, quem sabe até fosse somente uma transmutação para corpos mais jovens. Mas sim, o importante agora é exaltar Cláudio Andrade, que por tanto tempo foi visto com olhos recriminadores por toda a sociedade da vila de Santo Antônio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele se transformou em diversas criaturas, através dos séculos. Com isso enganou a morte, que sempre quando ia buscar seu corpo, já o encontrava sem vida ou habitado por outro. Era mesmo um senhor muito esperto. Mas eu sempre me perguntava como ele fazia tudo o que fazia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A resposta, um sábio senhor idoso, morador da vila desde os seus primórdios e de nome parecido – Carlos Andrade era ele –, me deu:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;É simples – Disse ele - Cláudio Andrade aprendia com as experiências antes mesmo de as viver. Pessoas como ele nascem com intervalos de milênios. Era um método de certo modo estranho e diferente, mas não por isso menos correto ou pior que os outros, muito pelo contrário, era, senão o melhor, um dos melhores já feitos por um homem em terra ou em mar. Enquanto as outras pessoas esperavam a morte chegar, Cláudio Andrade a procurava para fugir dela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao escutar tudo isso, gritei:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Isso sim é desejo de viver!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E minha ingenuidade chegou a embaraçar o senhor, fazendo-o encerrar com violência a conversa, mesmo que, por minha parte, ela já estivesse encerrada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-7243449945878000133?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/7243449945878000133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=7243449945878000133' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/7243449945878000133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/7243449945878000133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/05/em-defesa-de-cludio-andrade.html' title='Em defesa de Cláudio Andrade'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-1526106331101664832</id><published>2008-04-29T07:21:00.000-07:00</published><updated>2008-04-29T08:10:35.388-07:00</updated><title type='text'>Conto para a eternidade - minha eternidade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Certo dia, quando me encontrava confortavelmente acomodado em minha poltrona, frente à janela, avistei quase que sem querer dois olhos grandes e vermelhos a me fitar. Encarei-os como que por instinto. Meus olhos arregalavam cada vez mais, e meus pelos do corpo se levantavam. Sentia o congelar da espinha me aterrorizar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Inicialmente, preocupei-me em saber o que eram aqueles dois olhos; depois, preocupei-me em saber porquê me fitavam sem cessar; e somente depois disso preocupei-me com minha segurança.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Levantei da poltrona com as pernas bambas, apoiei-me com os cotovelos sobre o batente da janela e parei. Ali fiquei por um tempo. Pensava sobre o que poderia ser, mas, de certa forma, havia me esquecido da presença dos olhos. Foi quando andei de um lado ao outro, e voltei a me assustar. Eles continuavam a me encarar. Seguiam-me incansavelmente, e eu, indefeso, abaixei a cabeça como um sinal de submissão. Foi meu maior erro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;As luzes se apagaram e o espetáculo começou. Pulou sobre mim algo que eu desconhecia. Senti rasgar-me o peito e tirar o que havia de ficar lá dentro. Era meu coração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;            Então sangrei. Sangrei até que me sentisse banhado pelo meu próprio sangue. Senti tudo o que tinha ir-se embora. Tudo, menos a dor, que era a única coisa que me mantinha ainda vivo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-1526106331101664832?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/1526106331101664832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=1526106331101664832' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1526106331101664832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1526106331101664832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/04/conto-para-eternidade-minha-eternidade.html' title='Conto para a eternidade - minha eternidade'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-2106104892838529944</id><published>2008-04-24T10:47:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T19:01:29.218-07:00</updated><title type='text'>Sono H</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Cavalos brancos correm pelo céu. Eles não têm asas, e se confundem com as nuvens.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Borboletas se arrastam pelo chão. Suas asas não suportam o peso da sua forma anterior. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Elas perderam a beleza e a graça, e agora são confundidas com folhas secas caídas ao solo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Desatentos, alheios, nós as pisamos, e, ao perceber, sentimos nojo por ver o que tinha por dever se manter escondido.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo é normal.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Olhamos para cima e contemplamos as nuvens.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;De repente, elas se separam: são os cavalos brancos, correndo pelas estradas invisíveis dos céus.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O espanto é inevitável, e é ele quem começa a nos acordar.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Os cavalos iniciam a descida, e as borboletas o vôo.&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;As coisas começam a se inverter, e a voltar aos seus lugares.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo ao seu tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O sonho não acabou ainda...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-2106104892838529944?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/2106104892838529944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=2106104892838529944' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/2106104892838529944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/2106104892838529944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/04/cavalos-brancos-correm-pelo-cu.html' title='Sono H'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-2951043288045913106</id><published>2008-04-18T15:01:00.000-07:00</published><updated>2008-04-18T15:07:29.915-07:00</updated><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu caminho por entre as lágrimas dos deuses.&lt;br /&gt;É a chuva matinal, que hoje, mais parece uma tempestade.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas eu sou inatingível.&lt;br /&gt;Eu sou inabalável.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;As gotas de água que ousam se precipitar sobre a terra evaporam à minha presença;&lt;br /&gt;E mesmo o vento, que insiste em correr forte somente em dias como este, dobra-se ao pressentir nosso encontro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                                    &lt;/span&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A chuva cessa e o vento acalma: este já não corre, é preguiçoso e, como um pedido de desculpas, incita os homens a receberem seu carinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos saem à rua.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;E finalmente eu posso ser atingido&lt;br /&gt;Finalmente eu posso ser abalado.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É quando eu percebo que aquilo que apavora os homens é o que me protege,&lt;br /&gt;Só por me manter longe deles.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Porque é mais fácil andar entre animais selvagens que por entre os homens.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-2951043288045913106?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/2951043288045913106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=2951043288045913106' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/2951043288045913106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/2951043288045913106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/04/sem-ttulo.html' title='Sem título'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-8474890922305726356</id><published>2008-04-12T10:03:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T07:27:07.612-07:00</updated><title type='text'>Desculpa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Como um cavalo de fogo que corre pelos pastos, você passa e deixa seu rastro; marcas que jamais serão apagadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Os homens, nas mãos das mulheres, são escravos. Por cada palavra dita na hora errada, cada gesto não feito, nós sofremos. Pagamos com nosso próprio sangue.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;As chibatadas doem, as correntes machucam, mas o pior é saber que já não existe esperança. Há muito a liberdade virou uma utopia, mas, mesmo assim, as vezes é bom mudar a chibata.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em relação ao título do texto: desculpa por agora postar apenas esses pequenos poemas, o trabalho me sufoca e as obrigações bloqueiam minha criatividade para textos mais longos. A única inspiração que consigo vem das minhas frustrações pessoais, e só é suficiente para poemas como esse e outros textos inúteis. Quem sabe um dia volto a ser como era antes e volto a postar minhas histórias tão queridas e feitas com tanto amor. -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-8474890922305726356?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/8474890922305726356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=8474890922305726356' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8474890922305726356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8474890922305726356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/04/desculpa.html' title='Desculpa'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-1778889365112583938</id><published>2008-04-06T13:44:00.001-07:00</published><updated>2008-04-08T16:51:09.122-07:00</updated><title type='text'>Literatura de diário</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um belo dia hoje passei&lt;br /&gt;Desde que aquela menina avistei.&lt;br /&gt;Seus pés a conduziam lentamente&lt;br /&gt;Adentrando meu coração, indiferente.&lt;br /&gt;A luz do sol seu sorriso espelhou&lt;br /&gt;E em meus olhos tal brilho chegou.&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas agora me peguei assustado&lt;br /&gt;Quando percebi que por outra mulher já estava apaixonado.&lt;br /&gt;Amor impossível, eu sei.&lt;br /&gt;Mas se não sonhar, para quê viverei?&lt;br /&gt;Tudo isso logo acabou&lt;br /&gt;Quando gritaram:&lt;br /&gt;“O sinal já tocou!”.&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em casa, cheguei e dormi.&lt;br /&gt;E em cada segundo de sonho&lt;br /&gt;Sonhei em dormir.&lt;br /&gt;Ao acordar percebi:&lt;br /&gt;“Meu dia perdi!”.&lt;br /&gt;Exclamei, e voltei a dormir.&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sei, poesia fútil.&lt;br /&gt;Mas, quem irá julgar,&lt;br /&gt;O que é útil ou inútil?&lt;br /&gt;Vai saber&lt;br /&gt;O que eu quero mesmo&lt;br /&gt;É aprender a escrever.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-1778889365112583938?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/1778889365112583938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=1778889365112583938' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1778889365112583938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1778889365112583938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/04/literatura-de-dirio_06.html' title='Literatura de diário'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-3470599545494595401</id><published>2008-04-01T18:07:00.000-07:00</published><updated>2008-04-01T18:08:23.435-07:00</updated><title type='text'>O texto de uma linha só</title><content type='html'>Esse é o texto de uma linha só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-3470599545494595401?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/3470599545494595401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=3470599545494595401' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3470599545494595401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3470599545494595401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/04/o-texto-de-uma-linha-s.html' title='O texto de uma linha só'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-3473381464638316637</id><published>2008-03-04T14:40:00.000-08:00</published><updated>2008-03-04T14:42:39.988-08:00</updated><title type='text'>A subjetividade do "EU"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou um&lt;br /&gt;Eu sou dois&lt;br /&gt;Eu sou tu&lt;br /&gt;Eu sou vós&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou tantos que não consigo contar&lt;br /&gt;Eu sou tão poucos que não consigo me achar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou erro&lt;br /&gt;Eu sou contradição&lt;br /&gt;Eu sou psicodelia&lt;br /&gt;Eu sou confusão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou alguém e sou ninguém&lt;br /&gt;Eu sou quem vai e sou quem vem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou quem tenta&lt;br /&gt;Eu sou quem erra&lt;br /&gt;Eu sou quem tenta e às vezes acerta&lt;br /&gt;Eu sou alguém que quer fazer&lt;br /&gt;Eu sou alguém que tenta ser:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou quem nunca, nunca se mostrará como quem realmente é, mas sim, como quem você quiser.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-3473381464638316637?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/3473381464638316637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=3473381464638316637' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3473381464638316637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3473381464638316637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/03/subjetividade-do-eu.html' title='A subjetividade do &quot;EU&quot;'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-4221277281478241021</id><published>2008-03-02T08:05:00.000-08:00</published><updated>2008-03-02T08:09:42.815-08:00</updated><title type='text'>A guerra</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acordei – ou adormeci? – de repente, perto de uma das lojas do meu avô, o senhor E. Era um dia escuro, mas não pelas nuvens, apenas pelo rancor humano, que, especialmente naquele dia, se firmava cada vez mais como protagonista de uma cruel peça onde muitos perderiam e provavelmente ninguém ganharia.&lt;br /&gt;Por incrível que pareça eu parecia ser o único espectador daquele espetáculo, as outras pessoas presentes no local agiam como se fizessem parte do elenco. Levantei-me da calçada onde estava deitado e pude perceber que as pessoas protestavam por algo ou alguém, vi também um trailer de madeira parado alguns metros na minha frente. Caminhei em passos longos pela rua de piçarra em direção ao trailer, lá parei e fiquei recostado sobre ele, como se esperasse alguém se manifestar contra aquilo. Nada aconteceu, e quanto mais o tempo passava, mais liberdade eu ganhava. Olhei por trás dos ombros, e ninguém parecia se importar. Resolvi então entrar. Entrei e deparei-me com um ambiente bem maior e diferente do que eu havia imaginado, aquilo mais parecia uma casa! Enquanto apreciava a decoração - de muito bom gosto - do trailer, alguma coisa aconteceu. Soou um barulho ensurdecedor e o trailer pareceu entrar em movimento. Logo eu percebi que ele não só parecera entrar em movimento, como realmente estava descendo ladeira abaixo – e eu dentro dele. Pensei então em pular, mas logo que imaginei as conseqüências que acarretaria minha queda, naquela velocidade, desisti. Fiquei então pensativo sobre o que fazer, e cheguei à conclusão que nenhuma ação minha mudaria o curso do trailer. A única coisa cabível a se fazer era esperar e relaxar, enquanto, no mínimo, um grande acidente se aproximava. Cochilei, e quando acordei já não estava mais no trailer, estava no mesmo lugar em que havia acordado –ou adormecido?- anteriormente. Avistei então, de longe, uma fumaça que surgia na loja do senhor E. Corri para lá e encontrei-o gritando: “Sempre levam minha casa, sempre eles! Nunca me deixam em paz!” – Tentei acalmá-lo com doces palavras, mas ele estava inconsolável, pude perceber também que seu olho direito estava lesionado, comecei então a me questionar sobre o que havia acontecido.&lt;br /&gt;Não muito tempo se passou e meu avô já estava de volta à sua sala, tudo queimava, mas ele parecia não se importar. Andei então em sua direção como se quisesse tirá-lo de lá, pelo perigo que representava ficar ali, em meio a todas aquelas chamas. Infelizmente – ou felizmente? – fui atacado, de súbito, por uma mulher que me abraçou fortemente e disse: “Que saudades, Rômulo. È bom saber que podemos contar contigo”.– Eu fiquei sem entender, inicialmente. Foi quando percebi que estava, na verdade, em uma biblioteca, e que havia mais duas outras mulheres por ali, remexendo os livros, como se buscassem algo que as salvariam das chamas que cada vez mais adentravam o lugar. A multidão parecia não querer ajudar, pelo contrário, parecia gritar como se gritam os guerreiros após uma vitória em campo de batalha. Não demorou muito até que eles entrassem para terminar de destruir a biblioteca, as três mulheres tentaram intervir, mas de nada adiantou. Enchi de ar os peitos e furioso gritei: “O que querem aqui? Nenhum motivo têm para destruir esta biblioteca, nada do que tem aqui pertence a vocês!” – Então senti em minha mão uma outra que a segurava, quase sem força, puxando-a para baixo, como se quisesse para eu me abaixar. Sentei-me então e vi que era uma antiga professora minha, ela que havia dito antes que era bom saber que podiam contar comigo, mas eu não a reconhecera, como se esta estivesse usando uma máscara para preservar sua verdadeira identidade. Então, antecipei-me e perguntei: “Por que eles fazem isso? Nada aqui é deles”.– E deixei escapar uma lágrima, que caiu sobre o seu peito. Ela enxugou o caminho percorrido pela lágrima em meu rosto e com voz doce respondeu: “Alexandria também não era deles, querido. Mas nem tudo está perdido”.– E desfaleceu sobre si, deixando apenas em mim uma esperança em algo que eu ainda não podia compreender.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-4221277281478241021?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/4221277281478241021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=4221277281478241021' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/4221277281478241021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/4221277281478241021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/03/guerra.html' title='A guerra'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-3242732697508897748</id><published>2008-02-24T20:15:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T09:11:52.020-08:00</updated><title type='text'>Prelúdio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Direcionem-se a mim. Tentem enxergar meus olhos, enquanto eu abaixo a cabeça.  Procurem pela morte, vão fundo, esperem por ela; tenho certeza que não esperarão por muito tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Prestem atenção em meus lábios; se fizerem isso, perceberão que meu sorriso não é sincero. Só assim vocês entenderão o porquê dele estar sempre à mostra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assistam ao espetáculo. Vejam tudo com olhos arregalados, atentos. Eu lhes direi o momento, e poderão se abrir em gargalhadas; no fundo, eu sei, é isso o que querem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se seguirem as recomendações, poderão dizer, ao final: “Ele era um bom homem”, e encerrar o discurso.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-3242732697508897748?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/3242732697508897748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=3242732697508897748' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3242732697508897748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/3242732697508897748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/02/preldio.html' title='Prelúdio'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-73215506257038691</id><published>2008-02-19T09:14:00.000-08:00</published><updated>2008-02-19T09:15:58.325-08:00</updated><title type='text'>Atualidade sugerida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele estava deitado no sofá com as pernas jogadas ao ar, seu olhar fixo no nada denunciava parcialmente suas intenções. A janela, a mesa, a televisão. Seu olhar vagava pelo quarto, aleatoriamente, sem direção, desgovernado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele parecia quieto, mas, na verdade, tinha toda a impaciência de seu corpo mantida sobre seus pequenos olhos negros, que se esbaldavam e se deliciavam com o que não podia ser visto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Seus pensamentos eram vagos, incompletos. Logo seus princípios seriam quebrados e sua fúria provocada. Nada que alguém além dele fosse fazer; Nada em que alguém além dele fosse importante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Um jogo havia começado, como já previsto: ele contra ele. Uma luta seria travada por duas pessoas totalmente diferentes, dentro de uma só. Uma luta invisível, mas muito prejudicial a ambos, ou simplesmente, ele. Uma luta onde só haveria um vencedor, e um único prêmio: ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Depois de muito, o cansaço se fez presente em cada participante do jogo, no único. As últimas cartas foram postas à mesa, o jogo havia terminado. Não se sabe ao certo quem vencera, a única coisa que se sabe é que, ao final, a parede às suas costas estava manchada pelo seu sangue, em seguida seu corpo e o chão. Dali em diante seria só uma questão de tempo até que o vermelho de seu sangue se tornasse mais vivo que ele mesmo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-73215506257038691?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/73215506257038691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=73215506257038691' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/73215506257038691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/73215506257038691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2008/02/atualidade-sugerida.html' title='Atualidade sugerida'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-1641388010507193538</id><published>2007-12-19T11:10:00.000-08:00</published><updated>2007-12-19T11:15:58.609-08:00</updated><title type='text'>Canção da madrugada solitária</title><content type='html'>&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando a noite desabrocha as asas da morte alçam vôo e tudo o que se pode ouvir são gritos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A madrugada engole sonhos e esperanças e vomita a solidão sobre os homens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Seus peitos sujos e suas almas manchadas pelo sangue dos inocentes os entregam para suas mentes cansadas pelo peso da culpa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas em meio a tudo isso cai uma chuva para que, ao amanhecer, eles estejam lavados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Limpos da culpa e livres de si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E ao nascer do sol a tortura recomeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os calos nascem fácil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas eles aprenderam a não sentir&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu aprendi a não sentir&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Nada.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-1641388010507193538?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/1641388010507193538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=1641388010507193538' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1641388010507193538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/1641388010507193538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2007/12/cano-da-madrugada-solitria.html' title='Canção da madrugada solitária'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-7391828357900176898</id><published>2007-12-16T22:59:00.000-08:00</published><updated>2007-12-19T11:04:32.069-08:00</updated><title type='text'>Carta à Gabriela</title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Gabriela,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Não só não entendo o porquê do teu pedido de demissão como não posso te realizar tal desejo. Imagina como seria minha vida sem ti. Tu sabes que mal sei pegar no volante de um carro, quanto mais guiá-lo como tu guias a tanto tempo. Sabes que sozinho não conseguirei seguir e que sou um verme solitário que precisa dos teus cuidados e das tuas mãos santas na direção do meu veículo sempre, para que nada de mau me aconteça. Sabes também que pra mim não és só quem guia meu carro para o melhor lugar em que possamos estar, és muito mais que isso. És quem guia também a minha vida para o melhor lugar onde ela possa estar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Agora, pensa: se eu não te tivesse ao meu lado todo esse tempo, o que seria de mim? Certamente já teria caído em algum abismo das estradas da vida; certamente eu já teria me perdido e agora não estaria escrevendo esta carta, estaria apenas vagando por um imenso mundo de tristezas e desilusões: um mundo formado por sonhos que se desfizeram pela desesperança do homem que os compôs, onde este mesmo homem se perderia em mares de loucura e solidão e andaria pela eternidade destruindo o que sobrou de sua vida e se culpando por não ter sido bom o suficiente para fazer o que se tinha que ser feito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Peço-te, agora, somente que me perdoes por tudo o que te fiz, por ter sido tão rude e por ter tido tão maus modos contigo. Peço-te que me aceite de volta, não como teu chefe, mas como teu empregado: aquele que faz questão da tua presença sempre no mesmo lugar, no comando do carro, me conduzindo sempre rumo ao certo e da melhor maneira; no comando do meu coração, me conduzindo pelos caminhos da alegria ao amor que há muito nos foi reservado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Tu sabes que não costumo fazer esse tipo de coisa, mas tu és diferente. Eu preciso da tua presença sempre em minha vida, e sonho em passar o resto dos meus dias ao teu lado. Isso tudo não é nada mais que o grito de um desesperado consciente da sua fragilidade perante o mundo e da sua necessidade de alguém para guiá-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Se servir para que voltes, te prometo que nunca mais agirei da forma como venho agindo nos últimos tempos. Eu sei que andei meio frio e não te apoiei no que precisastes, nem fiquei feliz com tuas conquistas tão grandiosas. O que mais se comenta é que tudo isso se criou por pura inveja da minha parte, mas isso é tudo uma grande mentira. Tu sabes que eu sempre te coloquei alguns degraus acima de mim, sempre te achei superior e inclusive te considero uma grande professora. Eu só estava passando por momentos difíceis e fui fraco o suficiente para ter tido medo ou vergonha de falar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desculpa por tudo. Espero que durante a leitura se lembre dos nossos bons momentos e se vale à pena esquecer tudo o que tivemos, somente em decorrência de tempos ruins pelos quais tivemos passado. E o que era pra ser uma carta com um pedido de readmissão acabou se tornando um “eu te amo”, só que eu não te amo entre aspas e tu sabes muito bem disso&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-7391828357900176898?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/7391828357900176898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=7391828357900176898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/7391828357900176898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/7391828357900176898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2007/12/carta-gabriela.html' title='Carta à Gabriela'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-5587300122586562399</id><published>2007-11-30T19:37:00.000-08:00</published><updated>2007-11-30T19:48:39.942-08:00</updated><title type='text'>O Show</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Germano assistia àquele show com alegria tão grande a ponto de sequer poder medi-la. A fala fluente; os gestos majestosos; a delicadeza; a beleza da voz e das atrizes; ele procurara nos céus por coisa tão bela, mas se deu conta de que perdia tempo, pois tudo aquilo só se encontrava no inferno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era o show da carência humana, da necessidade de atenção; um grito de agonia daqueles que somente com seus méritos, qualidades ou defeitos jamais conseguiriam ser notados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Germano achava mesmo tudo aquilo muito belo, mas, sinceramente, não entendia o porquê de se fazer um show tão bem articulado como aquele em uma escola. O lugar dele era no circo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Palhaços e mágicos seriam desbancados, tudo por causa daquele show. As cadeiras que já eram muitas, quando vistas naquela época pareciam ser mais ainda. Tudo por causa daquele show.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas então por quê não estavam lá? Certamente seria por escolha própria, porque teriam, com certeza, o lugar que quisessem em qualquer circo do mundo inteiro, ou em qualquer jaula, zoológico. O local não importava, mas sim, o prestígio que ganharia seu show. Ali sim, todos poderiam observá-las. Finalmente seriam por todos notadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas não, elas não levariam jamais seu show a qualquer lugar maior e mais aclamado pelo público. Pareciam gostar mesmo de fazer tudo aquilo em ambientes não muito propícios ao sucesso do show, tal qual uma sala de aula ou uma parada de ônibus, mas, talvez fosse por sentir pesar a consciência, sabendo que as crianças não se divertiriam mais com os palhaços, se deslumbrariam com a mágica e muito menos observariam curiosas o macaco ou o jumento. Elas tomariam o lugar de todos eles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conscientizado de tudo isso, Germano se cansou de assistir ao show, como todos os outros presentes no local. Ofereceu então, para tentar acalmar os ânimos das atrizes, um pouco de pipoca. Logo se ouviu o grito que surgira de não muito distante, porém, distante o suficiente para só falar não adiantar. Foi preciso mesmo um grito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Germano, não alimente animais selvagens”!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-5587300122586562399?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/5587300122586562399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=5587300122586562399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/5587300122586562399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/5587300122586562399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2007/11/o-show.html' title='O Show'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-7047683751254033136</id><published>2007-11-28T12:10:00.000-08:00</published><updated>2007-11-29T08:40:53.027-08:00</updated><title type='text'>Carta a Guilherme</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Guilherme,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Escrevo a ti para pedir ajuda. Sabes que sempre fui a favor da liberdade dos homens, mas hoje me vejo condenado e preso a um regime draconiano. Não consegui pensar em pessoa melhor para me ajudar a sair deste buraco. Não peço que viajes até aqui, pois sei do teu estado atual de saúde e jamais quis que tivesse uma enfermidade mais grave, rogo-lhe apenas por instruções de procedimento para que eu possa rapidamente me livrar dessa chaga da humanidade que é a tirania. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Mudando de "pau pra cacete" (como costumávamos dizer),&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt; o que tens no peito que te faz sentir tantas dores? Tu, que sempre fora tão forte e resistente agora está doente, jamais imaginei viver tanto quanto tu, e muito menos me ver são e saudável enquanto tu estás enfermo. Queria te desejar melhoras, meu grande amigo. Confesso-te que sinto saudades, e muitas. Lembro da época em que estudávamos juntos, antes de conheceres Mirela. Quando ficávamos às luzes dos postes antigos da cidade, sentados na calçada conversando e tomando um espartilho. Aquelas conversas jamais voltarão...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Aproveitando o momento, te direi como anda todo o pessoal por aqui: meu pai anda muito doente, mas se recusa a parar de trabalhar. Já tivemos várias brigas por conta disso, o melhor pra ele, hoje, seria o descanso; Meu irmão anda estudando algumas obras de Max Ernst e Salvador Dali, pretende ser pintor e tem muitas influências surrealistas; Quanto a minha mãe, só tenho a lamentar. Tudo isso que vem acontecendo a afetou em demasia. Foi tomada inicialmente por ataques esporádicos de loucura, o que se tornou cada vez mais constante e hoje ela está completamente dominada pela insanidade; Tu sabes como eu estou, apesar disso tudo de que te informei me encontro sempre bem, ou como ironizava Voltaire, “o melhor possível”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Agradeço-te por tudo, meu grande amigo. Sabes que ainda te considero um irmão que da barriga de minha mãe não saiu. Assim que acabar com essa ditadura terrível que assola minha nação, irei ao teu encontro para tomar alguns copos de leite (já que não podes mais beber nossos antigos drinques) e descansar como quem não tivesse trabalho a fazer. Antes de morrermos quero ainda arranjar muitas histórias nossas para aos céus ou ao inferno levar comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;A tudo isso acrescento aquilo que sempre dizíamos nos momentos de embriaguez, e que certamente diríamos se tivéssemos outra oportunidade:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“Il écrase diffame!”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-7047683751254033136?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/7047683751254033136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=7047683751254033136' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/7047683751254033136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/7047683751254033136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2007/11/carta-guilherme-28111897.html' title='Carta a Guilherme'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-8652674529836554858</id><published>2007-11-27T14:35:00.000-08:00</published><updated>2007-11-27T14:37:59.297-08:00</updated><title type='text'>Tributo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Meu Deus, qual foi o crime que cometi para me ser atribuída tão dolorosa sentença?”, falou H., “Quão confusos são meus sonhos e não diferente deles minha vida. Ontem, vi-me renegado e com cara de mosca e hoje, vejo-me aprisionado na figura monstruosa da barata. O que será, pois, que espero pra ser amanhã?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fez-se silêncio por alguns segundos. Não satisfeito H. voltou a reclamar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Como eu sofro, nasci rico e belo, mas tudo o que tinha perdeu-se nos labirintos da minha própria mente. Quem será, pois, o cruel escritor dessa absurda e surreal história que é minha vida?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Franz Kafka”, disse a pálida parede, surpreendendo-o.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-8652674529836554858?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/8652674529836554858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=8652674529836554858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8652674529836554858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/8652674529836554858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2007/11/tributo.html' title='Tributo'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-9192665063666481209</id><published>2007-11-27T14:34:00.002-08:00</published><updated>2007-12-24T01:46:51.683-08:00</updated><title type='text'>História curta</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mate-a!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Disse Melissa, enquanto apontava para o chão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não o farei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Respondeu H.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Se não o faz, eu faço!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Retrucou ela, furiosamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em seguida H. fez-se triste e inconsolável, enquanto dizia:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Por favor, não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Melissa ficou sem entender o motivo de H. não querer realizar simples ato. Então perguntou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Por quê não? É só uma barata.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Indignado com o comentário de Melissa, H. inicia um breve discurso, tentando assim convencê-la a não matar a barata.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Esperava da tua parte, ao menos um pouco mais de respeito. Não vês que a barata, como um inseto asqueroso e nojento, vive entre nós mesmo sendo renegada e repudiada pela maioria? Não vês, pois, que ela é o que é, e aceita tal fato, enquanto nós fingimos ser o que não somos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não vês que ela, mesmo sendo frágil e vulnerável, enfrenta a tudo e a todos, fugindo apenas quando a morte é iminente, enquanto nós estamos sempre fugindo? Não vês que, por tanto tempo viveu a barata, sem mudar, enquanto nós dependemos da mudança pra viver?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Disse ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Desculpe, não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Respondeu Melissa, seca e friamente, indiferente ao que H. acabara de falar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ouviu-se depois apenas um som surdo e não muito agradável. Era o som da morte da barata.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-9192665063666481209?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/9192665063666481209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=9192665063666481209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/9192665063666481209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/9192665063666481209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2007/11/histria-curta.html' title='História curta'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-533206275410895155</id><published>2007-11-27T14:34:00.001-08:00</published><updated>2007-11-27T14:34:10.922-08:00</updated><title type='text'>O Sonho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Alguém caluniara o senhor H. O pacote pelo qual pagava no hotel lhe dava o direito ao desjejum em seu quarto todos os dias, porem, hoje ele não estava lá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;H. havia acordado com a visão um pouco turva, e já se sentia irritado pelo fato de seu desjejum não estar onde devia. Mesmo de barriga vazia, H. prosseguiu nas suas ações de rotina, e começou a se preparar para o trabalho. Despiu-se inteiramente e entrou no banheiro. Não se olhou no espelho, visto que, naquele momento, sua visão não era das melhores. Entrou na banheira e tentou relaxar, antes de mais um dia estressante de trabalho. H. trabalhava num banco, e sempre fora um sujeito materialista e muito ambicioso. Também se importava muito com sua aparência, já que não conseguia ver nada, além disso. Alguns minutos se passaram, e H. continuava na banheira. Seu pensamento estava longe, tão longe que nem ele poderia o achar. De repente um barulho cortou o silêncio que reinava em seus aposentos: Toc, Toc. Era o barulho de leves socos que batiam na porta do seu quarto. H. saiu do banheiro e vestiu-se rapidamente, logo depois foi atender quem o chamava. Era a senhorita Sofia, uma das empregadas do hotel. Em suas mãos trazia uma bandeja com o desjejum do senhor H., que há muito se esquecera do mesmo. Ele a atendeu com discrição, e esperava ser tratado de forma igual, ou ao menos semelhante. Não foi o que aconteceu. Ela o olhou de um modo estranho, como se o desprezasse, mas nada falou. Entregou a bandeja e retirou-se. H. não entendera ao certo toda aquela situação, mas não podia deixar que influenciasse a sua rotina, com a ordem de afazeres já adulterada pelo atraso do desjejum. Colocou a bandeja sobre a mesa e pôs-se a vestir seu uniforme. Já estava pronto para ir trabalhar, mas ainda tinha fome. Olhou no relógio, que se encontrava pendurado na parede, e percebeu que não lhe faltava muito tempo antes que fossem buscá-lo. Apressou-se ao comer seu desjejum, e foi direto para a recepção do hotel, onde seu motorista já o esperava impaciente. H. se desculpou pelo atraso, e percebeu que também o seu motorista parecia o ignorar. Saíram os dois juntos, no carro, em direção ao banco. Durante a viagem nenhuma palavra foi trocada. Mesmo com o atraso de H., eles chegaram no horário de sempre ao banco. H. despediu-se do motorista, que novamente não lhe respondeu. Inabalável, seguiu seu caminho até a porta do banco. Era uma porta de vidro espelhado, e pela primeira vez nessa manhã ele via sua própria face. H. ficou terrivelmente assustado com o que viu, sua face agora era a de uma mosca. Ele não entendia como aquilo havia acontecido e nem o porquê. Como defesa própria, preferiu achar que era sua mente lhe pregando peças. Finalmente ele estava abalado. Passou pela porta do banco, onde todos pararam de cumprir suas obrigações para olhá-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__ O que estão olhando? ! – Perguntou ele, furiosamente – Por acaso tenho cara de mosca? !&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em seguida, nenhuma palavra foi pronunciada. Todos se viraram e voltaram a fazer o que deviam. Dirigiu-se então até sua sala. Ficou mais aterrorizado ainda quando percebeu que seu nome não se encontrava mais na porta daquele escritório. Não conseguia entender como tudo havia mudado tão rapidamente. Ele, que fora sempre tão respeitado, agora era ignorado. Ele, que sempre fora um sujeito de tão boa aparência, agora tinha a face de uma mosca. Aquilo não deveria estar acontecendo, não podia estar acontecendo. Toda sua vida havia acabado, ele havia caído em desgraça, e tudo por causa de uma coisa sem explicação: sua face era de mosca! Aquilo não devia estar acontecendo, aquilo não podia estar acontecendo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;__ Foi um sonho! – Disse H. aliviado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sorridente como nunca, foi ver-se no espelho. Ficou louco, aterrorizado, ao perceber que aquilo não havia sido um sonho, mas sim um presságio.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-533206275410895155?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/533206275410895155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=533206275410895155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/533206275410895155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/533206275410895155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2007/11/o-sonho.html' title='O Sonho'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4272395673422504104.post-6097909925983480756</id><published>2007-11-27T14:32:00.000-08:00</published><updated>2007-11-27T14:33:48.484-08:00</updated><title type='text'>Hermenêutica de "O Sonho"</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;                          &lt;a href="http://sobreminhamente.blogspot.com/2007/09/sobre-o-sonho.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;                      &lt;/h3&gt;                        &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para os que pensam pouco (desculpem-me se fui arrogante, pois não era esta minha intenção): o texto usa o terror do cotidiano e da rotina, os pesadelos de mais um escravo do sistema - alienado à valores materiais e com a cegueira típica de quem absorve os medos e preconceitos da sociedade - para mostrar a fragilidade e a hipocrisia das relações humanas, além de como um cidadão normal reagiria às condições propostas pelo texto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Descrevo a desesperança e a alienação do homem moderno, imerso num mundo que não consegue compreender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesse texto, a ambigüidade onírica do meu peculiar universo e as situações do absurdo existencial chegam a limites insuspeitados. A ação desenvolve-se num clima de sonhos e pesadelos misturados a fatos corriqueiros, que compõem uma trama em que a irrealidade beira a loucura.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;À Kafka, um de meus inspiradores. Um de meus mestres.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4272395673422504104-6097909925983480756?l=peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/feeds/6097909925983480756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4272395673422504104&amp;postID=6097909925983480756' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/6097909925983480756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4272395673422504104/posts/default/6097909925983480756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peculiaridadesdaexistencia.blogspot.com/2007/11/hermenutica-de-o-sonho.html' title='Hermenêutica de &quot;O Sonho&quot;'/><author><name>Rômulo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00179530859425850237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
